quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cólica menstrual forte: Descubra como tratar

Cólica menstrual forte: Descubra como tratar


Dores no abdômen, enjoos, cansaço e dores de cabeça. Você já sabe que quando esses sintomas resolvem aparecer, junto vem à cólica menstrual. Em período fértil, 50% das mulheres apresentam esses sintomas descritos acima, e em cerca de 10 a 15% a dor chega a interferir nas atividades diárias.
De acordo com a ginecologista e obstetra, Dra. Denise Gomes (CRM- 117642),Diretora Médica da Plena Clínica, a cólica menstrual é uma dor na região pélvica que se irradia paras as costas e confunde-se com a das cólicas intestinais.
“As cólicas podem surgir durante o período pré-menstrual. Porém, antes da menstruação ela é considerada um sintoma da tensão pré-menstrual. Além da dor em cólica, podem ocorrer outros sintomas e manifestações associadas, como náuseas, diarréia, vômitos, dor nas costas, cansaço, nervosismo, tonteira, dor de cabeça e até desmaio”, explica a médica.
Quando a cólica é muito intensa e acompanhada de diarréia, dores na relação sexual podem ser sintomas de endometriose. As cólicas da endometriose surgem durante o período menstrual e vão embora logo em seguida, e muitas vezes são confundidas com as cólicas normais. Com o passar dos anos, no entanto, ela torna-se mais duradora podendo tornar-se constante. Cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva apresentam esse sintoma. E muitas delas só descobrem que tem endometriose quando tentam engravidar e não conseguem.
“A endometriose não causa infertilidade, porém dificulta. Os ovários são um dos locais mais frequentemente cometidos. Em muitos casos é preciso tratá-la antes para conseguir engravidar”, ressalta a ginecologista, Dra. Denise Gomes.
Endometriose é uma afecção inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.
Diagnóstico para adolescentes
As jovens devem ficar atentas a qualquer dor muito intensa durante ou antes da menstruação. O diagnóstico da endometriose algumas vezes é dificultoso; em geral alguns exames laboratoriais são solicitados, como laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e exame de sangue. No entanto, a história clínica e o exame ginecológico são fundamentais.
“Ainda não existe uma diferenciação muito clara, porque há pacientes com endometriose e poucas cólicas durante a menstruação. Entretanto, nós sempre orientamos as mulheres a procurarem um médico quando tiverem cólicas com certa resistência a melhorar com remédios ou que as incapacite de exercer suas atividades normalmente”, recomenda a ginecologista.
Como é o tratamento?
O tratamento indicado para as mulheres que foram diagnosticadas com endometriose inicial visa, em geral, suspender a menstruação por meio de hormônios, quer seja pelo DIU hormonal, pílulas ou injeções. Nos casos mais avançados, o tratamento pode ser a “menopausa temporária” induzida por medicamentos e cirurgia.
“Essa cirurgia geralmente é feita por meio de laparoscopia, e consiste em destruir os focos de endometriose. Em casos mais avançados pode-se até ter que retirar um pedaço do intestino, trompa e dos ovários, dependendo onde foi diagnosticada a doença”, esclarece a ginecologista, Dra. Denise Gomes.
É possível prevenir-se contra a endometriose?
Alguns cuidados podem ajudar a evitar esse mal: exercícios físicos, manter uma alimentação equilibrada, evitar estresse e ansiedade. Qualquer cólica muito forte, alterações urinárias e intestinais no período de menstruação, não hesite em buscar ajuda do seu ginecologista para acabar com as dúvidas e a insegurança.
Ginecologista e Obstetra Dra. Denise Gomes, Diretora Médica da Plena Clínica.

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