sábado, 27 de outubro de 2012

Dor contínua nas nádegas ou coluna lombar podem ser sintomas de Espondilite

Dor contínua nas nádegas ou coluna lombar podem ser sintomas de Espondilite


Homens são seis vezes mais afetados pela doença que as mulheres
A denominação é estranha, mas os sinais são muito comuns. A espondilite anquilosante (EA) é uma doença que causa, principalmente, dor nas nádegas e/ou na coluna lombar continuamente por mais de três meses e com ritmo inflamatório, com a presença de rigidez nos locais doloridos. De impacto maior durante a manhã, no período de repouso a patologia costuma piorar, enquanto que com a prática  de atividade física os sinais são aliviados.
Vista como a doença das articulações de causa ainda não totalmente elucidada, a EA é uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a bacia, a coluna vertebral, os ombros e os quadris, mas também pode atingir os olhos, o intestino, os rins, os ossos, e o coração e vasos sanguíneos.
Mais comum em homens, chegando a proporção de seis para uma mulher, tais incômodos aparecem antes dos 45 anos, geralmente aos 25, em média. Ainda que seja mais raro, a espondilite pode surgir antes dos 16 anos e, ainda menos frequente, depois dos 45 anos. Já as mulheres tendem a apresentar um quadro clínico mais leve e de melhor prognóstico, o que propicia um diagnóstico mais tardio.
Segundo o Dr. Eduardo de Souza Meirelles, chefe do Grupo de Reumatologia do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas e diretor da Sociedade Brasileira de Reumatologia, quem apresenta EA possui uma predisposição genética, conferida por alguns genes que pode ser pesquisado por meio de exame de sangue.
Aqueles que apresentam alguma predisposição genética devem evitar infecções intestinais como forma de prevenção. Na prática, porém, o diagnóstico é difícil, já que o exame para investigar a presença do gene ainda é restrito, caro e sua existência não significa que a pessoa, obrigatoriamente, vá desenvolver a doença. Como as infecções intestinais apresentam-se com frequência na população em geral, o alerta é direcionado, em especial, aos familiares de portadores, que podem ter um diagnóstico precoce.
Tratamentos e recomendações
Os tratamentos envolvem medicações, fisioterapia e, em casos extremos, cirurgias, principalmente dos quadris. Nos casos de tratamentos com medicações, o especialista irá prescrever os componentes recomendados para cada situação, podendo ser feito, por exemplo, com antiinflamatórios sem hormônio, os chamados imunomoduladores. Já nos pacientes resistentes a estes tratamentos ou que apresentem eventos adversos com os mesmos, pode ser indicada a terapia imunobiológica intravenosa ou subcutânea, um grande avanço da medicina, com o uso de medicações a base de anticorpos, proteínas, antiinterleucinas e bloqueadores da coestimulação do linfócito, de modo a inativar com precisão e segurança os alvos causadores da doença.
Os recentes avanços nos tratamentos possibilitaram melhoras nos quadros da doença, algumas vezes até na sua totalidade. E estudos continuam sendo realizados a fim de investigar e desenvolver mais recursos para os tratamentos.


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